Dia 11 - Sobrevivemos a uma noite na polícia do aeroporto de Hanói

Passamos a noite na salinha da polícia, dentro do terminal de desembarque do Aeroporto Internacional de Hanói.

Nós dois e um policial que roncou a noite inteira.

A sala era fechada por uma porta bem pesada, que foi trancada  na madrugada. Acho que era para não fugirmos.

A vantagem de estarmos trancados atrás daquela porta robusta é que o barulho do aeroporto simplesmente sumiu. Só ficaram os roncos: o do policial e o do Mo.

Cada um em seu quarto, mas ligados por uma parede que não ia até o teto.

Dormimos como deu. Acordamos por volta das 8 da manhã com o entra e sai da polícia.

Lá pelas 9 fomos tomar café no Starbucks e dar uma volta pelo terminal de embarque. Acho que demoramos demais, porque um policial foi atrás da gente, apontou o relógio e fez sinal para acompanhá-lo de volta à salinha.
  
Passeando na área de embarque do aeroporto

E lá ficamos, lendo notícia ruim na internet e esperando o tempo passar.

Quando deu 13h30, o Mo viu que o avião que traria meu passaporte havia decolado de Chiang Mai, na Tailândia. Eu fiquei alvoroçada. 

Abordei o policial da salinha e, por meio do Google Tradutor, começamos a conversar.

Perguntei como meu passaporte seria devolvido e ele respondeu que não sabia quando seria meu voo. Ou seja, a conversa não fluiu. 

Até que escrevi um texto longo. Ele entendeu, sorriu e disse para eu relaxar. Falou que eu tinha tido muita sorte de encontrarem meu passaporte e ainda perguntou se o Mo queria uma cerveja!

Eles eram tão relaxados que, até o final, eu achei que fossem policiais “fake”. Mas o ChatGPT me garantiu que não. Que eles eram assim mesmo.

Quando o avião pousou, o Mo foi correndo tentar encontrar algum agente da companhia aérea. 

  
Acompanhando minuto a minuto


Não deu meia hora do pouso do avião e um funcionário apareceu na salinha trazendo meu passaporte. Sim, era ele mesmo! Quase chorei.

Ele pediu para ligar para o Mo, para ele voltar à salinha, e foi o que fiz. 

Depois que o Mo chegou, acompanhamos o agente até uma central da polícia, onde devolveram o passaporte dele e nos encaminharam para a imigração.

Daí em diante foi tudo certo. Carimbo nos passaportes e estávamos oficialmente no Vietnã.

  

Essa foi por muito pouco! 

Só Deus olhando pela gente mesmo!

Pegamos um Grab (o Uber daqui) até o nosso hotel, que já estava reservado. Perdemos a diária da noite anterior, mas ganhamos uma diária dentro do aeroporto, com segurança e tudo…

Passou o susto, mas ficou a lição.  Fui negligente com uma bolsa que continha dinheiro, passaporte e cartões. Coloquei e tirei o celular dentro dela várias vezes durante o voo. Em algum desses momentos, o passaporte certamente caiu e eu não vi. E o passaporte é a sua vida numa viagem internacional. Sem ele, a viagem acaba.

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Chegando ao hotel, deixamos as malas e fomos caminhar pelo centro antigo de Hanói, o famoso Old Quarter, a parte mais vibrante e caótica da cidade. 

Ruas estreitas, comércio desorganizado, motos passando por todos os lados e gente… Muita gente. 

Chegamos ao Lago Hoan Kiem onde, ao centro, fica o Templo Ngoc Son, ligado à margem por uma ponte vermelha, cartão-postal de Hanói.

Depois seguimos para a rua das grifes internacionais, a Trang Tien, onde ficam marcas famosas, cafés elegantes e prédios de arquitetura colonial francesa. 
   







Confesso que não imaginava que um país comunista tivesse um público tão elitizado. A ignorância realmente mata…

Jantamos em um restaurante típico vietnamita. A comida lembra bastante a tailandesa, mas com bem menos pimenta. Estava tudo muito bom. 
   




Voltamos caminhando para o hotel, driblando motos, carros, bicicletas e pedestres que parecem seguir regras que só eles entendem.

Amanhã tem mais.

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