Dia 6 - Varsóvia - A reconstrução de uma capital após a guerra, Rua Nowy Świat e Cidade Velha
Hoje foi dia de maratonar Varsóvia, a cidade que se tornou um dos maiores símbolos de resiliência da Europa. Após a Segunda Guerra Mundial, cerca de 85% da cidade foi destruída. A devastação foi especialmente intensa depois da Revolta de Varsóvia, em 1944, quando Hitler ordenou a destruição sistemática da capital polonesa como forma de punição à resistência local. Prédios históricos, igrejas, palácios e bairros inteiros foram reduzidos a escombros. Ainda assim, os poloneses reconstruíram a cidade praticamente do zero, utilizando pinturas, fotografias, plantas e documentos antigos para devolver a Varsóvia sua aparência original.
Deixamos o hotel às 9 da manhã e fizemos uma parada em uma charmosa padaria da década de 1920 para um croissant acompanhado de cappuccino.
De lá seguimos caminhando até o Palácio da Cultura e Ciência, o edifício mais emblemático da cidade que foi construído na década de 1950 como um presente da União Soviética para a Polônia.
Às 10 horas em ponto, horário de início das visitas, subimos ao mirante localizado no 30º andar e fomos recompensados com uma vista espetacular. Em um giro de 360 graus, observamos os modernos arranha-céus do centro financeiro, bairros residenciais, parques e largas avenidas. Ao longe era possível avistar o Rio Vístula cortando Varsóvia e, em outra direção, os telhados da Cidade Antiga.
O panorama ajuda a compreender o tamanho da cidade e a impressionante transformação que ela viveu após sua destruição e reconstrução.
Do palácio seguimos caminhando até a estação ferroviária para verificar de onde partiria o nosso trem para Auschwitz no dia seguinte.
A estação é moderna, organizada e muito movimentada. Pegamos as informações em um guichê, descemos até a plataforma para entender o processo e depois seguimos para o enorme shopping ao lado da estação, um dos maiores da cidade, que estava completamente lotado. Aproveitamos para nos abrigar da chuva e almoçar.
A escolha foi um restaurante de comida ucraniana. Infelizmente, o ensopado de carne com batatas não estava muito bom.
Quando a chuva parou, seguimos caminhando até alcançar o Monumento ao Soldado Desconhecido. O monumento homenageia os soldados poloneses que morreram lutando pela independência e liberdade do país, e mantém uma chama eterna guardada por soldados em cerimônia permanente.
Dali continuamos pela elegante Avenida Real (Nowy Świat), repleta de edifícios históricos, lojas, cafés e restaurantes. Essa avenida faz parte do antigo Caminho Real utilizado pelos reis poloneses para se deslocarem entre suas residências e palácios.
Chegamos então ao Castelo Real, antiga residência dos reis da Polônia. O edifício original foi destruído durante a guerra e posteriormente reconstruído com base em pinturas, fotografias e documentos históricos, tornando-se um dos maiores símbolos da recuperação do país.
Ao lado do castelo visitamos a Catedral de São João Batista, a principal igreja histórica de Varsóvia.
Por coincidência, estava sendo celebrado um casamento por lá, com os convidados, elegantemente vestidos.
Seguimos até o mirante das muralhas da Cidade Antiga, de onde tivemos uma bela vista do Rio Vístula. Enquanto admirávamos a paisagem, outra noiva apareceu para fazer fotos.
Continuamos até a charmosa Praça do Mercado, cercada por casarões coloridos, restaurantes e cafés. Paramos para tomar um chopp e contemplar o movimento do lugar.
Voltamos caminhando pela Avenida Real (Nowy Świat) onde, neste momento, estava acontecendo a Parada do Orgulho LGBT. A festa estava colorida e animada. Muitos policiais faziam a segurança do evento e o clima era bastante tranquilo.
Saindo da movimentação, pegamos o metrô até a região do Museu da Revolta de Varsóvia.
Confesso que inicialmente não estava tão animada para a visita. Imaginava encontrar apenas mais um museu sobre a guerra. Mas a experiência acabou sendo muito mais interessante do que eu esperava. O museu conta de forma envolvente a história do levante de 1944, quando a resistência polonesa tentou libertar a cidade da ocupação nazista antes da chegada do Exército Vermelho.
Fotografias, vídeos, objetos e relatos mostram o enorme sofrimento da população e ajudam a entender por que a memória da guerra está tão presente na identidade nacional.
Depois da visita retornamos caminhando pelas largas avenidas, com novos arranha céus, até chegar novamente à Avenida Real para um último passeio.
Depois seguimos para jantar próximo ao hotel.A escolha da noite foi o restaurante Tri Nihon, especializado em culinária japonesa.
Pedimos um Original Tonkotsu, um lamen preparado com caldo cremoso à base de porco, servido com fatias de carne de porco, ovo marinado e acompanhamentos tradicionais. Para completar, uma cerveja japonesa Sapporo bem gelada.
Retornamos ao hotel perto das 9 da noite. Foram 12 horas maratonadas com sucesso. Dezesseis km a pé e mais alguns no metrô.
Adoramos a cidade. Com certeza merecia pelo menos mais um dia de visitas. O contraste do novo com o velho nos impressionou. O velho está sendo mantido e restaurado e o novo está a todo vapor.
Amanhã o despertador toca às 5h30 da manhã. Temos mais um destino pela frente.