Dia 8 - Cracóvia - Praças medievais, igrejas e castelos
Hoje começamos o dia com uma ótima notícia.
Logo pela manhã recebemos um e-mail da Leo Express informando que a bolsa que o Mo havia esquecido no trem no dia anterior tinha sido localizada. A empresa ofereceu duas opções: retirar a bolsa em um escritório localizado a cerca de 200 quilômetros de Cracóvia ou solicitar o envio para um endereço de nossa preferência.
Aliviado, o Mo respondeu imediatamente ao e-mail perguntando se seria possível encaminhar a bolsa para Praga, cidade onde estaremos dentro de alguns dias. Como ainda não havíamos recebido uma resposta definitiva, seguimos acompanhando a situação e torcendo para que essa fosse a solução mais simples.
Com essa preocupação parcialmente resolvida, aproveitamos para começar o dia com mais calma. Nosso último dia na Polônia.
Acordamos um pouco mais tarde e, por volta das 10h, saímos do hotel em direção ao centro histórico de Cracóvia.
Tomamos café da manhã em uma rotisseria próxima à Praça do Mercado (Rynek Główny), uma das maiores praças medievais da Europa e o coração da cidade há mais de 700 anos.
Em seguida caminhamos até Kazimierz, o tradicional bairro judeu de Cracóvia. Durante séculos, o bairro foi uma cidade independente, separada de Cracóvia, até ser incorporada à capital da região. O bairro preserva até hoje sua identidade, com sinagogas, praças históricas, restaurantes e construções que contam parte importante da história da comunidade judaica na Polônia.
Passamos pela praça principal, entramos na sinagoga mais antiga da cidade, tiramos algumas fotos e seguimos explorando suas ruas repletas de história.
Depois seguimos caminhando em direção ao Castelo de Wawel, o local mais simbólico da história polonesa.
O complexo de Wawel foi residência dos reis da Polônia durante séculos e é considerado um dos maiores tesouros nacionais do país. Localizado sobre uma colina às margens do rio Vístula, o castelo domina a paisagem da cidade.
Compramos ingresso para visitar a Catedral de Wawel, onde foram coroados e sepultados diversos reis poloneses. A igreja impressiona pela riqueza dos detalhes, pelos altares ornamentados, pelas capelas e pelos inúmeros túmulos históricos espalhados por seu interior.
Subimos também à Torre Sigismundo, onde está instalado o famoso Sino de Sigismundo, fundido em 1520 e considerado um dos símbolos nacionais da Polônia. O enorme sino pesa cerca de 13 toneladas e, segundo a tradição, toca apenas em ocasiões muito especiais para o país.
A subida é feita por uma estreita escadaria de madeira, bem estilo medieval. Lá do alto, a vista compensa cada degrau. Tivemos uma bela panorâmica de Cracóvia, com os telhados do centro histórico, o rio Vístula serpenteando pela cidade, as torres das igrejas e a imponente Praça do Mercado ao fundo. Foi um dos pontos mais bonitos que visitamos na cidade.
Depois do passeio retornamos ao hotel para verificar se havia alguma resposta da Leo Express. Com a ajuda da recepcionista, tentamos entrar em contato com a empresa para reforçar nosso pedido de entrega da bolsa em Praga.
Infelizmente fomos informados de que a empresa não trabalha com retirada em estações ferroviárias. Para o envio, é necessário indicar um endereço específico. Ainda estamos avaliando qual será a melhor solução.
Já era fim de tarde e ainda não havíamos parado para almoçar, resolvemos então retornar ao bairro judeu.
Escolhemos o Hamsa, um dos restaurantes mais conhecidos da região. Instalado em um charmoso prédio histórico de Kazimierz, o restaurante é especializado na culinária judaica e do Oriente Médio. Pedimos húmus, babaganoush, pão sírio e kebab de frango. Matamos a saudade de comida árabe brasileira. Estava tudo muito bom.
Depois fomos caminhando até a antiga fábrica de Oskar Schindler, hoje transformada em museu, onde o empresário alemão salvou mais de mil judeus durante a Segunda Guerra Mundial ao empregá-los em sua fábrica e protegê-los da deportação para os campos de extermínio.
Atravessamos a pé a ponte sobre o rio Vístula, apreciando mais uma vez a bela paisagem da cidade, e seguimos até o local que estava fechado. Quem sabe numa próxima oportunidade!
Retornamos caminhando para o centro histórico para uma última volta pela Praça do Mercado, admirando os edifícios iluminados, as carruagens, os cafés movimentados e o clima animado que toma conta do centro de Cracóvia ao anoitecer.
A cidade é realmente linda. História, arquitetura, cultura e vida urbana convivem de forma muito harmoniosa.
Outro charme especial de Cracóvia é o Parque Planty, uma extensa área verde que circunda completamente a Cidade Velha. O parque surgiu quando as antigas muralhas medievais que protegiam a cidade foram demolidas. No lugar dos muros e fossos foi criado um cinturão verde de jardins, árvores, monumentos, fontes e caminhos para pedestres e ciclistas. Muito lindo.
Amanhã seguimos viagem para mais um destino do nosso roteiro pelo Leste Europeu.