Hoje fizemos um passeio chamado Gold Day Tour, da agência Phi Phi Brazuca, voltado exclusivamente para brasileiros e portugueses.
Nossa guia era brasileira, paranaense de Ponta Grossa, e vive em Phi Phi há cerca de dois anos. Muito simpática, comunicativa e sempre animada, conduziu o grupo com leveza durante todo o dia.
O barco era uma lancha rápida, com capacidade para 28 pessoas. Nosso grupo tinha cerca de 25, a maioria jovens na faixa dos 30 anos.
Aliás, essa parece ser mesmo a idade média de quem circula por Phi Phi: muita gente jovem, animada e em clima de festa.
A primeira parada foi na Monkey Beach, uma praia pequena, cercada por paredões de calcário e água incrivelmente azul.
Ela fica a apenas cinco minutos de barco do centrinho de Phi Phi. Como o nome indica, alguns macacos vivem ali e costumam descer para a areia. O Mo foi direto fotografar os macaquinhos, enquanto eu preferi ficar só na água quentinha e transparente, observando tudo de longe.
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| Monkey Beatch |
Seguimos então para a Viking Cave, famosa pelas pinturas antigas nas paredes e pela coleta de ninhos de andorinha. Esses ninhos são utilizados para a extração de colágeno, empregado na fabricação de produtos de beleza e até de um tipo de sopa bastante valorizada na Ásia.
A visita é rápida e feita apenas do barco, mas o visual dos penhascos já impressiona bastante.
Logo depois, paramos na Pileh Lagoon, um dos lugares mais bonitos do passeio. Um verdadeiro “piscinão natural”, cercado por falésias altas, com água verde-esmeralda perfeita para snorkeling. Colocamos os coletes salva-vidas e fomos para a água, com ótima visibilidade e um cenário surreal. Muitos peixes coloridos: amarelos, azuis, verdes. O Mo ainda viu um pequeno tubarão (vegetariano e budista, conforme informou a guia). Ficamos quase uma hora por lá.
Depois fizemos uma pequena pausa para o almoço, servido no barco: algo parecido com um risoto de frango. Cumpriu o papel de matar a fome, mas sem grandes emoções gastronômicas.
À tarde veio a estrela do dia: Maya Bay. E não tem como negar: é a praia mais linda de Phi Phi. Famosa pelo filme A Praia, e mesmo com o controle de visitantes, o impacto visual continua enorme: areia clara, mar absurdamente azul e paredões que parecem abraçar a baía. Não é permitido nadar ali, mas encontrei um cantinho onde fiquei com os pezinhos na água, apenas observando aquele cenário impressionante. É também a única praia onde não vemos “zilhões” de barcos parados. Linda demais!
De lá seguimos para a Bamboo Island, uma ilha de areia branca, mar calmo e visual mais aberto. Tentamos fazer snorkel, mas o mar estava bastante agitado. Resolvemos então relaxar e entrar de vez no clima de ilha paradisíaca.
No fim da tarde, rolou um lanchinho: uma “coxinha” que, infelizmente, não fez jus ao nome. Melhor encarar como um salgado genérico mesmo.
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| Bamboo Island |
A última grande parada foi em Nui Bay, já no fim do dia, para assistir ao pôr do sol. O céu começou a mudar de cor enquanto serviam frutinhas: abacaxi e melancia. Foi o pôr do sol mais lindo de toda a viagem. O Mo assistiu de dentro do mar, e eu fiquei no barco, fotografando.
E, para fechar o dia, a experiência do plâncton luminoso. Já era noite quando colocamos novamente os coletes salva-vidas, o snorkel e entramos na água fazendo movimentos com as mãos, conforme instrução da guia. Aí víamos pequenos pontos brilhando no escuro. São algas luminosas. Foi muito bacana, mesmo que a luz durando poucos segundos.
Resumo do dia:
O menu deixou a desejar, mas o passeio em si foi sensacional. Roteiro bem escolhido, paradas lindas e paisagens realmente impressionantes. Foi para fechar a viagem com chave de ouro mesmo!
Retornamos ao hotel quase 8 da noite. Ainda deu tempo de dar um pulo na piscina e depois nos arrumamos para o jantar.
A ilha estava bem movimentada. Escolhemos um restaurante italiano, cujo proprietário, um italiano de mais de 60 anos, nos recebeu de bermuda de malha e chinelo, bem no clima da ilha.
Quase desistimos quando ele disse que a máquina de cartão não funcionava sempre. Já estamos controlando o dinheiro tailandês e não queremos sacar mais em caixas automáticos e também já esgotamos nossos dólares e euros.
Mas acho que essa conversa era um típico “golpe italiano”. Quando avisamos à moça do caixa que iríamos embora, ela prontamente disse que aceitava cartão sim e que a máquina estava funcionando.
Aqui em Phi Phi, todo mundo quer só cash, até as agências de turismo. Eles mandam trocar dinheiro nos money exchanges, que estão em cada esquina. Cartão, quase ninguém aceita.
Tranquilos quanto ao pagamento da conta, pedimos bruschetta, lasanha e espaguete com frutos do mar. Tudo delicioso, com gostinho de casa. Estávamos com saudades de uma boa massa.
Depois, fomos caminhar pelo centro para ver o agito da galera. Phi Phi à noite é barulho, música alta, bares cheios, baldes gigantes de drink passando de mão em mão e os famosos fire shows, com apresentações de malabarismo com fogo na praia. Um clima jovem, intenso e meio caótico, que combina perfeitamente com a proposta da ilha.
Voltamos para o hotel perto das 23h. Fomos dormir cansados e muito felizes.
Amanhã tem mais Phi Phi.