Dia 21 - Praga → Berlim - Viagem de volta à Alemanha
Hoje terminamos o nosso roteiro pelo Leste Europeu. Deu tudo certo, graças ao empenho do Mo e às bênçãos de Deus.
Como sempre faz, o Mo pesquisou cada lugar e, claro, alguns ficaram de fora, não couberam nos 20 dias programados para o roteiro.
Todos os hotéis foram previamente reservados pelo Booking.com levando em consideração a localização, sempre próximos ao transporte público, aos principais pontos de interesse da cidade e ao melhor custo-benefício, aliado ao conforto.
Todos os meios de transporte, ônibus e trens também foram comprados com antecedência.
Para os ônibus usamos o aplicativo da FlixBus. Para os trens, o aplicativo Omio. Já sabíamos que passagens compradas com antecedência seriam mais baratas do que as compradas em cima da hora.
Além disso, estamos na alta temporada. Não podíamos correr o risco de não encontrar passagens ou hotéis.
No final, com tanta programação, deu tudo certo. Algum estresse sempre tem. Mas, à medida que íamos pegando ônibus e trens, fomos percebendo que tudo por aqui é tão organizado e bem sinalizado que ficávamos mais tranquilos a cada viagem.
O trem dá um pouco mais de medo. A porta abre, a gente sobe e logo se fecha. Se não estiver no horário certo… já era. Não tem ninguém para perguntar.
No ônibus ainda existe um ser humano: o motorista, que pode dar alguma orientação.
Mas gostamos da experiência. Muita gente faz esse tipo de viagem. Não existe a preocupação com o carro, onde estacionar ou quanto pagar por isso, o que é bem complicado e caro nos grandes centros.
Com relação às moedas, usamos o cartão Wise o tempo todo. Não trocamos dinheiro pela moeda local.
Também usamos o euro. Muitos desses países, embora tenham moeda própria, aceitam facilmente o euro e devolvem inclusive o troco em euro.
Com relação aos preços de hotéis, mercados e restaurantes, encontramos valores entre 20% e 50% mais altos do que em São Paulo. Depende sempre do quanto o lugar é turístico.
Temos um exemplo em Berlim, onde é possível comer um prato por 9 euros. Outro exemplo, que repetimos em praticamente todas as cidades, foi o sundae de caramelo do McDonald’s. Custava sempre 2,50 euros, ou 16 reais. Acho que praticamente o mesmo preço do Brasil.
Também usamos o inglês para nos comunicar. A língua universal por aqui.
Agora seguimos para uma nova fase da viagem. Será um encontro em família. Estamos ansiosos. Conseguimos reunir todos os filhos, netas, biso e bisa, além do cunhado e dos sobrinhos.
Estaremos todos juntos em poucos dias. A expectativa é grande para esse encontro memorável no país de origem da bisa Carmen, que possibilitou o passaporte espanhol a todos eles.
Será a oportunidade de conhecer os lugares por onde passaram os antepassados e ver a história ganhar vida diante dos olhos.
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Hoje acordamos cedo. Às oito da manhã já estávamos no café e às nove fizemos o check-out e saímos de metrô em direção à estação central de trem de Praga.
Às 10h30 embarcamos no trem com destino a Berlim. Foram três horas e meia de viagem no conforto do ar-condicionado.
Ao chegarmos a Berlim perto das quatro da tarde, pegamos o metrô e seguimos até o Premier Inn Berlin City Spittelmarkt, o mesmo hotel em que nos hospedamos na primeira parte da viagem.
Fizemos o check-in, deixamos as malas no quarto e saímos novamente para aproveitar o restante do dia.
O calor continuava intenso. Os termômetros marcavam 40 graus, mas a sensação térmica era do inferno! Derretíamos dentro da roupa. O chão estava tão quente que não podíamos sentar, pois queimava a bunda!
Mesmo assim seguimos em direção ao principal símbolo da cidade: o Portão de Brandemburgo.
No caminho passamos pela elegante avenida Unter den Linden, uma das mais importantes de Berlim. Ela é cercada por edifícios históricos, universidades, embaixadas e antigos palácios.
Também passamos pela Bebelplatz. Nela ficam a Ópera Estatal de Berlim (Staatsoper Unter den Linden), a Catedral de Santa Edwiges, de cúpula verde, e o antigo edifício da Biblioteca Real. Foi nessa praça que os nazistas promoveram a queima de milhares de livros em 1933. Hoje existe ali um memorial que lembra esse triste episódio da história.
Poucos metros adiante chegamos à Gendarmenmarkt. Ela é cercada pelo Konzerthaus Berlin, uma das principais salas de concertos da Alemanha, pela Catedral Francesa (Französischer Dom) e pela Catedral Alemã (Deutscher Dom). O conjunto arquitetônico impressiona pela beleza e pelo excelente estado de conservação.
Dentro da catedral alemã, algumas fotos antigas de guerra e da queda do muro de Berlim. Não entendemos muito bem porque nosso alemão não está muito bom!
| Gendarmenmarkt |
| Memorial da Neue Wache |
| Konzerthaus Berlin, uma das mais importantes salas de concertos da Alemanha. |
| Avenida Unter den Linden, em Berlim, olhando para o conjunto histórico ao lado da Bebelplatz. |
Chegando ao Portão de Brandemburgo encontramos o local bastante movimentado, com muitos moradores e turistas. Construído no fim do século XVIII, ele se tornou o maior símbolo de Berlim e da reunificação da Alemanha. No topo está a famosa quadriga, uma escultura com quatro cavalos puxando a carruagem da deusa da Vitória. (Ficamos sabendo que Napoleão, havia roubado essa escultura durante a guerra, como símbolo de vitória. Mas que foi devolvida pela França tempos depois).
Atravessamos o portal e seguimos para o Tiergarten, o maior parque do centro da cidade. Com gramados, lagos, jardins e muitas árvores, o parque é um dos lugares preferidos dos berlinenses para descansar e aproveitar os dias de verão. Ficamos um tempo por ali.
Depois fomos caminhando até a margem do rio Spree e passamos pelo moderno bairro governamental de Berlim.
Ali fica a Marie-Elisabeth-Lüders-Haus, um dos prédios do Parlamento Alemão. A arquitetura chama a atenção pelas enormes formas circulares e pela fachada de vidro voltada para o rio. Com o calor muita gente aproveitava a sombra e a beira da água para descansar.
| Chancelaria Federal da Alemanha (Bundeskanzleramt), (cargo equivalente ao de primeiro-ministro) às margens do rio Spree. |
Para finalizar, seguimos caminhando em direção à região mais boêmia do rio Spree para jantar. O lugar tem muitos bares e restaurantes e estava repleto de gente aproveitando o fim da tarde ao ar livre.
Escolhemos um restaurante bem avaliado na beira do rio. Pedimos novamente o tradicional joelho de porco e, de sobremesa, escolhemos uma espécie de pizza, coberta com maçã e canela e servida com sorvete. Estava tudo excelente.
Depois do jantar passamos na frente ao teatro Friedrichstadt-Palast para obter informações sobre um musical que será apresentado no próximo dia 30. Ainda estamos avaliando se vamos ou não.
De lá pegamos o metrô de volta ao hotel.
Gostamos muito dessa parte de Berlim. Nesse percurso encontramos uma cidade bem cuidada, com poucas pichações, edifícios preservados e belas avenidas.
Amanhã tem mais.

