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Hoje acordamos para mais uma volta por Breslávia.
Saímos caminhando pela praça próxima ao hotel e seguimos até uma das extremidades do centro histórico. Ali fica a área onde antigamente existiam as muralhas e o fosso que protegiam a cidade medieval. Durante séculos, Breslávia foi cercada por fortificações defensivas. Com o crescimento da cidade, as muralhas foram sendo demolidas e o antigo fosso deu lugar a áreas verdes e avenidas. Ainda hoje é possível perceber o traçado que delimitava a cidade antiga.
Por volta das 11h30, voltamos ao hotel, pegamos as malas e seguimos para a rodoviária caminhando por 1,5 km. Como ela fica praticamente dentro de um shopping, aproveitamos para almoçar na praça de alimentação enquanto aguardávamos nosso ônibus para Varsóvia, marcado para as 14 horas.
Seria cerca de quatro horas de viagem até a capital da Polônia.
Só que o ônibus começou a atrasar. E atrasar. E atrasar mais um pouco.
De repente ele simplesmente desapareceu do painel eletrônico da rodoviária.
Nesse momento chegou um ônibus para Varsóvia. Como o nosso havia sumido das telas, entramos na fila do embarque achando que finalmente era ele.
Quando chegou a nossa vez, o motorista “bipou” o bilhete e perguntou ao Mo:
— Where are you going?
O Mo respondeu:
— Brasil.
O motorista ficou alguns segundos olhando para ele com uma expressão de completa confusão.
Na verdade, ele queria saber para qual cidade estávamos indo naquele ônibus. O Mo achou que ele queria saber nossa nacionalidade.
Depois daquele breve diálogo de surdos, veio a resposta seca:
— Is not my bus!
E lá ficamos nós sem entender absolutamente nada.
O aplicativo dizia que o ônibus havia chegado. O motorista dizia que aquele não era o nosso ônibus. E aquele ônibus realmente seguia para Varsóvia. Já estava quase uma hora atrasado e nós não fazíamos ideia do que estava acontecendo.
Foi aí que bateu um pequeno pânico.
Subimos correndo até o balcão de informações. A atendente não falava praticamente nada de inglês. Pegou um papel, escreveu uma palavra em polonês que significava “atrasado” e ao lado anotou o número 70! e os números 7,8 e 9.
Depois apontou para baixo e disparou um sonoro:
— Go! Go! Go!
Subimos dois lances de escada rolante para chegar até ela. Agora tivemos que descer tudo correndo novamente.
Quando voltamos aos painéis, finalmente entendemos o que estava acontecendo. Nosso ônibus, das 14:00, havia reaparecido na tela e estava marcado com 70 minutos de atraso.
Mistério resolvido.
Menos de dez minutos depois, o ônibus apareceu na plataforma.
Depois de toda aquela confusão, embarcamos aliviados e finalmente iniciamos nossa viagem rumo a Varsóvia. Foram algumas horas de estrada atravessando a Polônia, passando por plantações e mais plantações.
Viajamos num ônibus de dois andares, semi-leito na parte de baixo e bancos na parte de cima. Estávamos na parte de cima.
A estrada? Excelente. Dupla do começo ao fim. Mas o ônibus parecia não ultrapassar 80 km/h. Bem tranquilo mesmo. Mais tranquilo do que gostaríamos.
Desembarcamos na rodoviária de Varsóvia debaixo de uma garoa fina. Era 4 km até o Hotel Mercure, onde ficaremos hospedados. Não dava para ir a pé. E não daria mesmo que não estivesse chovendo.
As avenidas são largas, numa cidade moderna e em constante transformação. Obras por todo canto. Não teríamos por onde caminhar com as malas.
Então fomos de Uber. Decisão acertada.
Chegamos ao hotel no início da noite e, após o check-in, saímos para jantar. A região central é completamente diferente do que vimos em Breslávia. Em vez de prédios históricos e ruas estreitas, encontramos grandes avenidas, arranha-céus modernos, centros comerciais e um movimento intenso de pessoas.
A primeira impressão de Varsóvia é a de uma cidade grande, dinâmica e muito mais moderna do que imaginávamos. Em vários momentos é difícil acreditar que toda a cidade foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, o que se vê é uma capital vibrante, com construções contemporâneas dividindo espaço com monumentos históricos reconstruídos após o conflito.
O restaurante escolhido foi o Stara Kamienika, Instalado em um prédio histórico e com um ambiente muito agradável.
Ali aproveitamos para experimentar dois clássicos da culinária polonesa. Dividimos um tradicional joelho de porco e uma porção de pierogi recheado com carne e bacon, uma das versões mais populares desse prato típico. Para acompanhar, pedimos um chopp local, completando a experiência gastronômica polonesa.
A comida estava deliciosa.
Depois do jantar, retornamos ao hotel para descansar.
Amanhã tem mais passeios por Varsóvia.
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