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Hoje nos despedimos de Berlim e seguimos viagem rumo à Polônia.
Saímos do hotel Premier Inn Berlin Spittelmarkt às 7h30 da manhã e pegamos o metrô até a estação Alexanderplat, De lá, embarcamos na linha S5 em direção à Berlin Hauptbahnhof, a estação central de Berlim.
Na estação central, aproveitamos para comprar um sanduíche e um cappuccino enquanto aguardávamos nosso trem.
Nesse momento uma pequena apreensão tomou conta de nós. A plataforma informada no bilhete mudou. O Mo esperava um tipo de trem… chegou outro…
No horário previsto, às 8h40, embarcamos, supostamente, no trem da PKP Intercity, com destino a Breslávia (Wrocław), na Polônia, sem saber exatamente se estávamos no trem correto. Não havia ninguém para perguntar.
Abordei duas passageiras e mostrei o destino marcado em nosso e-ticket. Elas confirmaram que estávamos no lugar certo.
Depois, o Mo entendeu melhor a situação. Esperávamos um trem vermelho da companhia alemã DB, mas, por se tratar de um trajeto internacional e existir um convênio entre as empresas, quem nos levou foi a companhia polonesa, cujo trem era de outra cor.
Já no trem, e mais tranquilos, atravessamos todas as composições até chegar ao último vagão, onde estavam nossas poltronas: 25 e 26, junto à janela.
Nosso bilhete era de primeira classe, mas não havia diferença significativa em relação aos assentos dos demais vagões.
A viagem foi boa. Nas duas primeiras horas, ocupei três bancos e fui deitada, tentando dormir. Nas horas seguintes, surgiram os demais passageiros e tive que me contentar apenas com o meu assento.
Aos poucos, os prédios e a movimentação da capital alemã deram lugar aos campos do interior, que nos acompanharam por boa parte do trajeto. Pela janela, a paisagem era formada basicamente por florestas de pinheiros e extensas plantações.
Chegamos a Breslávia perto de uma da tarde e, logo de cara, tivemos uma boa impressão.
A estação estava muito movimentada. Muitas pessoas, principalmente jovens, transitavam de um lado para o outro.
Antes de iniciar os passeios, resolvemos confirmar onde ficava a estação rodoviária, onde pegaremos o ônibus para Varsóvia amanhã.
A poucos metros dali havia um shopping e, no subsolo, funcionava o terminal de embarque dos ônibus.
Aproveitamos para almoçar no próprio shopping, um centro comercial moderno, iluminado por uma enorme claraboia de vidro e repleto de restaurantes e lojas.
Escolhemos um restaurante oriental. O Mo pediu um Pad Thai e eu escolhi um prato que lembrava um strogonoff de frango agridoce.
Depois do almoço, seguimos para o Hotel Korona, junto à Praça Rynek.
Pelo caminho, cruzamos o rio Oder, ruas largas cortadas por trilhos de bonde e prédios históricos muito bem preservados, que ajudam a compor a paisagem da cidade.
Deixamos nossas coisas no hotel e fomos caminhar pelas ruas históricas.
Uma das características mais curiosas de Breslávia são os famosos anõezinhos (gnomos) espalhados pelas ruas. Pequenas esculturas de bronze aparecem nos lugares mais inesperados e transformam a caminhada em uma divertida caça ao tesouro.
A Rynek, a praça principal da cidade, impressiona pelo conjunto de edifícios coloridos, pelas fachadas perfeitamente preservadas e pela atmosfera animada, com um clima acolhedor e agradável.
O grande destaque da praça é a magnífica Prefeitura de Breslávia, que lembra uma igreja. Com sua arquitetura gótica ricamente ornamentada, torres pontiagudas, detalhes esculpidos em pedra e um relógio astronômico na fachada, o edifício parece ter saído de um conto medieval.
Depois, seguimos caminhando até a universidade da cidade, onde os edifícios formam um conjunto arquitetônico impressionante, com pátios elegantes, fachadas barrocas e ruas tranquilas.
Pagamos 20 złoty por pessoa para visitar o magnífico Salão Leopoldino (Aula Leopoldina), o salão cerimonial da universidade. As pinturas barrocas no teto, as esculturas, as colunas coloridas e os detalhes dourados transformam o espaço em uma verdadeira obra de arte.
Também subimos ao mirante da Torre Matemática, de onde tivemos uma bela vista dos telhados da cidade, das torres das igrejas e dos diversos canais do rio Oder que cortam Breslávia.
Mais tarde, passamos pelo mercado municipal e seguimos até a Catedral de São João Batista, localizada na ilha de Ostrów Tumski, a parte mais antiga (medieval) da cidade. Essa igreja simboliza a força do povo local devido ao esforço de reconstrução após a Segunda Guerra Mundial, quando cerca de 70% da construção foi destruída.
De lá, resolvemos voltar para o hotel, mas uma chuva muito forte começou de repente. Entramos no lobby de um hotel sofisticado e ficamos aguardando a tempestade passar.
Já passava das sete da noite quando pudemos seguir caminhando.
Passamos no hotel para nos agasalhar, a temperatura já estava perto dos 13 graus, e seguimos para o jantar.
Escolhemos um restaurante ucraniano, pois o Mo queria comer varenyky (uma espécie de pastelzinho recheado de batata).
Pedimos uma sopa de beterraba, um combinado de linguiça, frango e batata, e o tradicional varenyky, acompanhados por um vinho tinto seco da Ucrânia. Tudo estava muito bom.
Perto das nove da noite, nos recolhemos ao hotel.
Amanhã seguimos para Varsóvia, a capital da Polônia.
- Leste Europeu e Espanha
2 comentários
Adorei a cidade!! Um dia de verão de 13 graus rs
ResponderExcluirA cidade é uma graça mesmo. Muito movimentada!! Muita criança e jovem. Adoramos!
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