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Depois da maratona do voo e do passeio de ontem, hoje resolvemos desacelerar. Ou quase isso.
Aproveitamos para descansar e só acordamos perto das 11 da manhã.
Deixamos o hotel, fizemos uma parada em uma lanchonete para um rápido sanduíche com cappuccino e seguimos para o nosso primeiro destino: a região de Friedrichshain, às margens do rio Spree.
Ali está um dos locais mais emblemáticos de Berlim: a East Side Gallery, o maior trecho preservado do Muro de Berlim. É mais de um quilômetro de muro coberto por pinturas e mensagens que simbolizam a liberdade e a reunificação da Alemanha. Mesmo para quem já viu fotos inúmeras vezes, caminhar ao lado daquela estrutura e imaginar a cidade dividida por quase três décadas é algo que impressiona.
A região também abriga a moderna Uber Arena e o complexo urbano às margens do rio, que mistura construções contemporâneas, áreas de lazer e muitos espaços para eventos.
Foi ali que encontramos nossos amigos Fábio e Maria Helena, que conhecemos em um cruzeiro pelo Sudeste Asiático no início do ano.
A ideia inicial era almoçarmos na região da Boxhagener Platz. A praça e suas ruas vizinhas formam o coração mais charmoso de Friedrichshain, com uma atmosfera descontraída, muitos restaurantes e bares. Mas a chuva apareceu justamente na hora do almoço e acabamos ficando no próprio shopping.
Depois do almoço, quando o tempo melhorou, aí sim fomos caminhar pela região da Boxhagener Platz, onde paramos para uma cervejinha.
No final da tarde pegamos o trem em direção a Karlshorst, localizado na antiga Berlim Oriental. A mudança de cenário é imediata. As ruas ficam mais tranquilas, arborizadas e cercadas por belas casas construídas nas primeiras décadas do século XX.
Karlshorst ficou conhecido durante décadas como o “bairro russo” de Berlim. Após a Segunda Guerra Mundial, a região tornou-se um importante centro da administração soviética na Alemanha Oriental, recebendo militares, diplomatas e suas famílias. Ainda hoje é possível perceber essa influência histórica na arquitetura e na atmosfera do bairro.
Foi justamente ali que passamos pelo Museu Berlim-Karlshorst, instalado no edifício onde, na noite de 8 de maio de 1945, foi assinada a rendição incondicional da Alemanha, encerrando oficialmente a guerra na Europa. Estar diante de um lugar tão importante para a história mundial faz refletir sobre como Berlim reúne, em poucos quilômetros, alguns dos acontecimentos mais marcantes do século XX.
Depois da visita, retornamos de trem para a região da East Side Gallery, onde encontramos nossa sobrinha Juliana.
Caminhamos juntos pelas margens do rio Spree, passando novamente pelos emblemáticos trechos do muro, até chegar à sua casa, um apartamento pequenininho e charmoso, em um prédio com mais de 100 anos, muito próximo ao rio.
Ficamos por algumas horas conversando e, quando vimos, já passava das nove da noite!
Nos despedimos e seguimos, a pé, até o nosso hotel, não sem antes dar uma passadinha no McDonald’s para um lanche rápido.
Amanhã o despertador tocará cedo. Deixamos a Alemanha para trás e seguimos viagem rumo à Polônia.
- Leste Europeu e Espanha
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