Dia 1 e 2 - Primeiras Impressões de Berlim

Antes de contar sobre Berlim, preciso voltar algumas horas.

Saímos de São Paulo às 15h30. O voo partiu exatamente no horário previsto e tivemos pela frente cerca de 9 horas e meia até Lisboa. A viagem foi tranquila e, ao desembarcar, enfrentamos o primeiro teste da jornada: a imigração portuguesa.

Por sorte, estávamos entre os primeiros da fila e o processo foi relativamente rápido. Já para quem chegou depois, a situação era diferente. As filas aumentavam rapidamente e muitos passageiros provavelmente enfrentariam mais de duas horas de espera para entrar no país. As máquinas automáticas de leitura de passaporte não estavam funcionando, então todos precisavam passar pelo processo manual, que contava com apenas dois agentes de imigração.

Após a imigração, seguimos para o voo de conexão com destino a Berlim. Três horas e meia depois, pousávamos na capital alemã às 11:45 horas da manhã.

No aeroporto, pegamos o trem até a movimentada Alexanderplatz e, de lá, seguimos de metrô até o nosso hotel, em Spittelmarkt.
  


Chegamos por volta das 14 horas, mas descobrimos que o check-in só seria liberado às 15 horas. Como não havia exceção para hóspedes cansados depois de uma longa viagem intercontinental, deixamos as malas no guarda-volumes e fomos procurar algo para almoçar.

Encontramos um restaurante de tapas espanhol bem próximo ao hotel. Para nossa sorte, o garçom era português, o que facilitou bastante a interpretação do cardápio. Escolhemos o prato do dia. O Mô foi de massa com lascas de peixe acompanhada por chopp e eu preferi uma salada fresca com presunto cru. Tudo simples, mas muito bom.
  

Depois do almoço, finalmente fizemos o check-in, deixamos as malas no quarto e, mesmo cansados da viagem, decidimos sair para conhecer a cidade.

A caminhada começou pelas ruas tranquilas da região de Spittelmarkt e seguiu em direção ao bairro de Nikolaiviertel, considerado o bairro mais antigo de Berlim. Embora grande parte tenha sido reconstruída após a Segunda Guerra Mundial, a região preserva o charme do antigo centro medieval, com ruas de pedra, pequenas praças e construções que contrastam bastante com o restante da cidade.

Passamos pela bela Igreja de São Nicolau, hoje transformada em museu, uma das mais antigas da cidade, e pela bela estátua de São Jorge derrotando o dragão que representa o bem vencendo o mal.

  





Seguindo a caminhada, chegamos às margens do Rio Spree, de onde avistamos os barcos turísticos cruzando o rio.

De lá seguimos até a Torre de TV, a construção mais alta da cidade.

Compramos os ingressos por 30 euros cada e subimos ao mirante da Fernsehturm, que oferece uma vista incrível de Berlim.

São 360 graus de visão que, em um dia de sol como o de hoje, revelam a cidade por completo.

Berlim não é uma cidade que impressiona à primeira vista, mas possui contrastes muito interessantes.

 






Depois da visita à Torre de TV, seguimos caminhando até o restaurante onde havíamos combinado de encontrar nossa sobrinha e afilhada Juliana, que mora em Berlim. O encontro estava marcado para às 19 horas e foi o momento mais especial do dia.

O restaurante era bastante curioso. Apesar de ser conhecido pelos pratos típicos alemães, também oferecia opções indianas no cardápio. O Mô e a Ju pediram uma massa de batata acompanhada de goulash, um ensopado de carne muito tradicional na região. Eu resolvi variar e pedi um prato indiano.

A comida estava saborosa, mas o melhor da noite foi o reencontro. Entre uma garfada e outra, colocamos a conversa em dia, falamos sobre a vida no Brasil, a rotina em Berlim, viagens, família e planos para o futuro. O tempo passou tão rápido que nem percebemos.
  


Quando saímos do restaurante já passava das oito e meia da noite e ainda havia luz do dia. Para quem vem do Brasil, especialmente no inverno, é sempre surpreendente perceber como os dias de verão na Europa parecem intermináveis.

Como ainda estava claro e a temperatura estava agradável, resolvemos prolongar o passeio, agora guiados pela Juh. Caminhamos em direção ao Rio Spree, acompanhando suas margens tranquilas. A cidade ganhava uma atmosfera diferente naquele horário.

Foi nesse momento que Berlim nos mostrou uma de suas faces mais bonitas. A cidade pareceu mais leve e acolhedora. Nas margens arborizadas do rio, jovens se reuniam para assistir ao pôr do sol. Pessoas de todas as idades se encontravam para dançar em um palco improvisado.

A luz do fim do dia criava belos contrastes com os prédios históricos refletidos na água.

Foi um final de dia lindo.
  








Nos despedimos da Juh, combinando nos encontrarmos novamente amanhã.

Ela seguiu para o metrô e nós retornamos ao hotel para um merecido descanso.

Amanhã tem mais

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