Dia 29 - Camboja em poucas horas: Sihanoukville

 Hoje foi dia de conhecer um pedacinho do Camboja. Terra novamente!

Desembarcamos no Sihanoukville Autonomous Port por volta das 9h da manhã, recepcionados por crianças caracterizadas que faziam uma dança típica do Camboja e seguimos de ônibus por cerca de 3 km até o Monumento da Independência, ponto onde os ônibus de cruzeiro costumam deixar os passageiros que chegam de navio.

Sihanoukville é a principal porta de entrada marítima do país, e nesses primeiros quilômetros de percurso de ônibus já deu para sentir o impacto.

Pensa num lugar desordenado e sujo. Meu Deus!

Prédios inacabados, lixo espalhado, trânsito confuso e uma sensação clara de crescimento sem planejamento.

Assim que descemos, fomos imediatamente cercados por uma multidão de “agentes turísticos” oferecendo passeios pela cidade: pagodas (templos budistas), mercado, praias e tudo mais.

Mesmo recusando educadamente com um “no, thanks”, eles eram extremamente insistentes. Saímos quase correndo de um deles, que, inclusive, achou graça da situação e riu.

Tínhamos um roteiro em mente, mas o calor intenso, as avenidas largas e pouco convidativas para caminhar e a falta de charme urbano fizeram tudo parecer meio sem sentido. Paramos, respiramos fundo e decidimos mudar o plano.

Pegamos um tuk-tuk em direção à praia. A negociação começou em 20 dólares e terminou em 5.

Pelo caminho, observamos uma cidade grande, em plena transformação, marcada por uma forte influência chinesa: cassinos, arranha-céus novos, resorts e muitos prédios ainda em construção.

Quando chegamos a um pequeno píer à beira-mar, resolvemos interagir com o nosso motorista, que só falava a língua local. Usamos mímicas e o Google Tradutor, chegando a um acordo quando solicitamos um passeio pela parte mais bonita da cidade.

Negociado um novo valor, 20 dólares, ele contornou a orla, passando por resorts modernos e prédios alto,  um contraste enorme com o caos do centro. Entramos rapidamente em um desses resorts apenas para ver o mar, um respiro visual, e depois seguimos para o mercado municipal, onde ficamos por cerca de 20 minutos. O tuk-tuk nos aguardou.

Lá dentro, uma verdadeira imensidão de barracas minúsculas, vendendo absolutamente de tudo: frutas, peixes, carnes, roupas e utensílios de cozinha. Corredores estreitos e sujeira no chão.

Alguns peixes e crustáceos eram vendidos vivos, e o pagamento era feito por um sistema digital semelhante ao nosso Pix.

O Mo pediu para sair um pouquinho de lá. Não estava se sentindo bem com o que via. 

Era perto das 11h da manhã quando retornamos ao tuk-tuk e pedimos para o motorista nos levar de volta à área dos resorts, mais especificamente à Sokha Beach. Eu só queria ver algo bonito. Já estava cansada da sujeira e da bagunça da cidade.

Foi a melhor decisão.

Fomos ao Sokha Beach Resort, nos acomodamos em uma mesa de frente para o mar e pedimos cerveja e almoço.

Praia limpa, mar de águas claras e um clima muito mais agradável.

Preferimos sair do Camboja com uma boa lembrança.

O mesmo tuk-tuk que nos trouxe voltou para nos buscar. Achei que já estava no valor anteriormente combinado. Mas nada… Morreu mais 10 dólares!

Chegando ao ponto de encontro, pegamos o ônibus de volta ao navio.

As imagens que vão ficar dessa passagem pelo Camboja são claras: um mercado municipal caótico, uma praia muito bonita, um motorista de tuk-tuk extremamente gentil e a certeza de que esse lugar nunca mais será o nosso destino de férias.

Amanhã, retornamos à Tailândia.


Recepcionados por crianças caracterizadas para as danças típicas do Camboja


Monumento de guerra

Monumento de guerra

Passeando de Tuk tuk




Resort


A cidade em obras

Mercado municipal



Mercado

Mercado


Mercado

Nosso tuk tuk


Visual no resort - alívio para os olhos 


Nosso almoço 

A praia


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