Dia 19 - Deixando Singapura para embarcar no cruzeiro

 Aviso importante: escrevo aqui sob o efeito de um Campari, vinho branco, vinho tinto e Baileys!

Estamos deixando Singapura. A cidade mais cara da viagem. Me senti em Nova York, versão Wall Street / Financial District, com a conta bancária bem pior de quando cheguei. 

Os almoços e jantares foram muito caros e sem chance de recorrer a supermercados. Só 7-Eleven, com sanduíches e saladas ruins. Foram, oficialmente, os três dias mais caros da viagem. 

Deixamos o hotel já passava das 11 da manhã, fizemos o check-out e seguimos de metrô até Marina South Pier.

O metrô aqui é sensacional. Só anda de Grab (Uber) quem quer. Tem circular, norte-sul, leste-oeste e mais umas vinte linhas que só os engenheiros entendem (Ri e Sil? Estão por aqui?).
 
Pegamos a linha vermelha. Na penúltima estação todo mundo desceu. Ficou só a gente dentro do vagão. Acho que ninguém chega para embarcar num navio de cruzeiro de metrô. Só nós mesmos. Do lixo ao luxo sem o menor constrangimento! Melhor assim. 
 

Descemos na estação perto do meio-dia. O  caminho até o embarque é todo sinalizado e coberto. Estamos na linha do Equador, onde existe um sol pra cada um. 

Chegamos ao ponto de embarque. Um friozinho na barriga. Será que esse cruzeiro existe mesmo ou é delírio causado por pouco juízo?

Seguimos o fluxo. Deixamos as malas com o povo do navio (sei lá quem) e seguimos para o atendimento. Pediram documentos, vistos e a carteirinha da febre amarela. A barriga continuava inquieta. 

Retiveram nossa carteirinha de vacinação e nos entregaram dois cartões que habilitam tudo: entrar e sair do navio, da cabine, consumir, existir. É o nosso novo passaporte. Deus que nos ajude!

Passamos pela imigração e estávamos oficialmente dentro do navio! O frio na barriga passou.

Mas, antes de colocarmos os pés a bordo, retiveram nosso passaporte. Ficará com o navio até o desembarque. Não sei se isso é bom ou ruim. Mas agora a responsabilidade é deles. Se nos perderem no oceano, o problema não é nosso! 

Dentro do navio fomos às informações. Compramos três jantares especiais e já agendamos: uma churrascaria, um italiano e um japonês. Tinha mexicano, francês e brasileiro. Achamos que comida brasileira a gente come em casa mesmo, sem precisar pagar uma fortuna num cruzeiro pelo Sudeste Asiático. 

Também compramos o ticket ilimitado de bebidas. Vai dar para entrar em coma alcoólico. Mas com elegância.

Depois de esclarecidas as dúvidas, fomos para o bar. Prioridades são prioridades. Afinal… faz quinze dias que a garganta está seca. 

Mentira! Bebemos muitas cervejas.

Pedimos Campari. A sensação de não estar pagando nada é maravilhosa. Mesmo sabendo que já pagamos tudo. Psicologicamente libertador.

Com o Campari na mão subimos para almoçar. Já passava das duas da tarde.
  




O almoço aconteceu no 11º andar. Restaurante lotado, mas organizado. 

E a comida?

Surpresa! Muita salada, carne, linguiça, frango… vamos sobreviver a bordo!
   


Claro que tem gente que enche o prato de pizza e batata frita. Mas a salada estava ali, linda, esperando por nós. 

Como a bebida é ilimitada… cerveja, vinho branco e vinho tinto acompanharam a refeição. Harmonização emocional.

Muitos brasileiros por aqui. Ô praga! Já na fila do embarque um grupo. No restaurante, outro. Pelo menos ajudam a baixar a média etária. Deve estar em uns 65 anos… 

Amanhã navegaremos o dia todo e já adianto o texto: muita comida, piscina lotada e muita bebida.

Até amanhã. 🍷🚢

1 comentários

  1. Se falar que a média etária do navio (65) ….so tem velho ….. acabou a amizade ! Pense bem antes de entrar na piscina …. Pensa nas VÉIA q entraram antes !!!!

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