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Hoje, depois do café da manhã, deixamos o hotel e seguimos para conhecer Palma, a capital das Ilhas Baleares e a principal cidade de Maiorca.
Nos apertamos no carro alugado do Lulão e da Lari e seguimos todos juntos. Foram cerca de 50 minutos de viagem até a cidade.
Palma fica às margens do Mediterrâneo e tem mais de dois mil anos de história. Por ali já passaram romanos, muçulmanos e cristãos, cada um deixando um pouco de sua cultura. Hoje a cidade mistura ruas estreitas, antigos palácios, construções de pedra, lojas, restaurantes e um centro histórico muito bonito.
Deixamos o carro em um estacionamento público e saímos caminhando.
Logo nas primeiras ruas tivemos uma ótima impressão da cidade.
Palma é arborizada, movimentada e cheia de construções interessantes. Em alguns momentos, olhando para determinadas fachadas e detalhes arquitetônicos, lembramos das obras de Gaudí.
E não estávamos tão errados assim. Antoni Gaudí esteve em Palma no início do século XX e trabalhou durante alguns anos na reforma da Catedral de Mallorca. Embora não existam muitas obras do arquiteto espalhadas pela cidade, sua passagem deixou marcas e aconteceu justamente numa época em que o modernismo catalão influenciava a arquitetura de vários lugares da Espanha.
Seguimos caminhando pelas ruas estreitas do centro histórico debaixo de um calor de 33 graus! Entramos em algumas lojas, observamos os prédios e tiramos muitas fotos.
Palma nos surpreendeu. Não esperávamos encontrar uma cidade tão grande, movimentada e cheia de história.
O centro histórico é um verdadeiro labirinto de ruas estreitas, praças, igrejas e antigos casarões. Mas o grande símbolo da cidade é, sem dúvida, a Catedral de Mallorca, conhecida como La Seu.
Sua construção começou no século XIII e levou séculos para ser concluída. É considerada uma das maiores catedrais góticas da Europa e possui uma das maiores rosáceas do mundo.
Foi justamente ali que Gaudí trabalhou, entre 1904 e 1914, realizando algumas modificações no interior da catedral.
Perto das três da tarde, resolvemos que já tínhamos caminhado o suficiente para merecer um almoço.
Paramos em um restaurante localizado junto a uma praça arborizada e pedimos bacalhau. E estava excelente!
Depois do almoço, continuamos caminhando pelas ruas de comércio até chegarmos a uma sorveteria próxima aos antigos moinhos de vento da cidade.
Os moinhos fazem parte da paisagem histórica da cidade e são uma lembrança de uma época em que existiam centenas deles espalhados por Maiorca. Alguns eram utilizados para moer cereais e outros para retirar água do subsolo. Hoje, muitos desapareceram, mas os que sobreviveram ajudam a contar um pouco da história da ilha e dão um charme especial à paisagem.
Já era perto das seis da tarde quando o Lulão e a Lari nos deixaram no aeroporto. Hora de nos despedirmos.
Eles continuariam aproveitando mais alguns dias de férias e nós seguiríamos para a próxima etapa da viagem: Lisboa.
Mas, como nem tudo pode ser perfeito, o aplicativo da companhia aérea avisou que nosso voo estava atrasado. O embarque, inicialmente previsto para as oito da noite, havia sido adiado para as nove e trinta.
Já que tínhamos ganhado uma hora e meia a mais no aeroporto, resolvemos testar nosso cartão na sala VIP. E não é que deu certo?
Entramos e encontramos vinho, whisky, cerveja, refrigerantes, queijos, jamón, saladas, sanduíches e alguns pratos quentes. Nada mal para esperar um voo atrasado!
Nos instalamos confortavelmente e começamos a aproveitar a mordomia. O atraso, que até então era uma notícia ruim, começou a não parecer tão ruim assim.
Mas foi só a gente se acomodar, pegar comida e bebida e começar a gostar da situação para o painel avisar que o voo estava novamente no horário.
Como assim? Saímos apressados da sala VIP e seguimos para o portão de embarque.
E assim nos despedimos de Maiorca, dos dias de praia, piscinas, muito sol, descanso, tempo com as netinhas e, para terminar, uma agradável surpresa chamada Palma.
Agora seguimos para Lisboa, nossa última parada antes de voltar para casa. A viagem está chegando ao fim.
Mas ainda não acabou. E amanhã tem mais…
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