Dia 16 - Viena → Hallstatt - A vila mais fotogênica da Áustria

Hoje o despertador tocou às 6 da manhã. 

Deixamos o hotel e caminhamos até a estação de metrô. De lá, seguimos até a Wien Hauptbahnhof, a principal estação ferroviária de Viena.

Às 7h57 embarcamos no trem com destino a Attnang-Puchheim, onde fizemos baldeação para outro trem rumo a Hallstatt. Foram cerca de duas horas até Attnang e mais uma hora e meia de viagem até nosso destino.


Esse último trecho é um espetáculo à parte. O trem atravessa pequenos vilarejos, fazendas, montanhas cobertas por florestas, rios de águas cristalinas e lagos de um azul impressionante. Aos poucos, a paisagem urbana desaparece e dá lugar a um cenário tipicamente alpino, daqueles que parecem ter saído de um cartão-postal.
  


Chegamos a Hallstatt por volta do meio-dia. A estação de trem fica do outro lado do lago, e dali embarcamos em um pequeno barco que, em poucos minutos, nos levou até o centro da cidade.



A primeira visão de Hallstatt já explica por que ela é considerada um dos vilarejos mais bonitos do mundo. Depois de tantos dias visitando grandes capitais, palácios e monumentos, chegar a um lugar tão pequeno, cercado por montanhas, às margens de um lago cristalino e com casinhas históricas refletidas na água foi um verdadeiro alívio para os olhos.
 



Mesmo sendo verão, o lugar não estava tão lotado quanto imaginávamos. Havia bastante movimento, mas era possível caminhar tranquilamente. 

Deixamos nossas malas na pousada e saímos para conhecer cada cantinho da vila.

Uma coisa que nos chamou muito a atenção foi a enorme quantidade de turistas chineses. 

Hallstatt é extremamente famosa na China, principalmente porque uma incorporadora chinesa construiu uma réplica na província de Guangdong. Além disso, o vilarejo virou um dos destinos europeus mais desejados entre turistas chineses graças às redes sociais e aos filmes, tornando-se parada obrigatória para muitos grupos de excursão.
 

Quando deu duas da tarde fomos almoçar no Restaurant Zum Bader Gastwirtschaft. O Mo pediu um peixe da região, o Saibling (uma espécie de truta alpina), acompanhado de risoto. Eu fiquei com uma coxa de frango ao curry com arroz. Estava tudo muito saboroso.



Depois do almoço continuamos caminhando pelas ruas estreitas, visitamos a igreja e o seu entorno, onde fica o pequeno cemitério que, com espaço limitado, passou a exumar os mortos, criando o Ossuário (Beinhaus), onde são depositados centenas de crânios que são preservados e pintados a mão, uma tradição centenária bastante curiosa da região.
    




Também visitamos o museu, que conta a história de Hallstatt desde a Pré-História. A região abriga uma das minas de sal mais antigas do mundo, explorada há mais de 7 mil anos, riqueza que transformou o pequeno vilarejo em um importante centro comercial durante a Idade do Ferro. Tanto que existe até um período da arqueologia chamado Cultura de Hallstatt, em homenagem às descobertas feitas ali.
 



No final da tarde seguimos para a pequena “praia”, uma área pública às margens do lago onde moradores e turistas aproveitam o verão para tomar sol e mergulhar nas suas águas geladas. 


Já estava no final do dia quando fizemos mais uma parada para um lanche. Comemos uma espécie de pizza, simples e muito boa. 
 

Depois tiramos algumas fotos no pôr do sol e voltamos para a pousada para descansar.
 




Amanhã um novo destino.

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